sábado, 26 de maio de 2012

Que vitória vergonhosa! Merecíamos muito mais...
     Começou a chance de reerguermos nossas cabeças e mostrar que o Vasco é muito mais do muitos dizem e pensam ser, só quem vive o Vasco poderia apresentar qualquer tipo de crítica, seja construtiva ou destrutiva! Mas essa segunda rodada do brasileirão, reencontrando a Lusa, apresentou todas as chances para a equipe cruzmaltina mostrar o porque é chamado de Gigante !
     Mal começou e o Vasco não conseguiu desenvolver o bom futebol, quando conseguiu chegar a pequena área, mas não conseguiu concluir já que havia um zagueiro com o braço, mas nada assinalou o arbitro. Em devolução ao ataque sofrido, a Lusa apresentou-se com perigo, mesmo com a zaga mal composta Renato Silva conseguiu afastar.
     O Vasco se mostrava tenso, afobado demais para trabalhar a bola e chegar ao campo adversário. Enquanto isso a Lusa buscava a sua primeira vitória no campeonato, já que havia empatado na rodada passada com o Palmeiras. Isso garantia um belo jogo considerando o adversário! 
      Com o desenvolver de um jogo morno, as coisas começaram a se complicar, Allan recebeu o primeiro amarelo do jogo, falta perigosa feita por Fellipe Bastos, fatores para abrir os olhos e buscar disposição dos jogadores. 
      Mas em belo lance de Fágner que mesmo sofrendo falta levantou e conseguiu fazer um lançamento para Alecsandro que de bicicleta completou para o fundo da rede. Que gol magistral, digno de um verdadeiro camisa 9! O Vasco conseguiu se recuperar da má apresentação, esse gol serviu de ânimo para os jogadores.
      A Portuguesa sentiu-se desestabilizada, mesmo assim aos poucos ela foi tentando reconstruir os espaços que havia deixado vago, mas já era tarde demais o Vasco havia reconsiderado a confiança de que tudo poderia voltar a dar certo se lutar! 
      Quaaaaaaaase ! Que trio é esse, Éder Luís, Diego Souza e Alecsandro! O Vasco quase amplia o placar em belo lançamento de Allan para Éder, troca de passe entre Diego e Alecsandro dentro da pequena área a bola passou tirando tinta da trave, se continuar assim logo, logo a rede balança.
      É assim que tem que ser ! Quando a zaga bate cabeça F. Prass se apresenta aos 43 para evitar o que poderíamos considerar o gol de empate, mas não deu tempo e assim se encerrou o primeiro tempo.
     Não começou muito bem, o jogo mal retornou e a Lusa já conseguiu se apresentar dentro da pequena área do clube cruzmaltino, assim não vai dar né! Substituição para o segundo tempo, Rodolfo que até o momento jogava muito bem, apresentou uma "lesão" na parte posterior da coxa esquerda, em seu lugar entrou Douglas.
      Que sufoco hein! E só deu Vasco em lances consecutivos dentro da pequena área nenhum jogador cruzmaltino conseguiu converter as chances claras de gol. Apesar de um jogo bem disputado no segundo tempo os contra-ataques "Portugueses" eram mais eficientes do que os cruzmaltinos.
        A qualidade do futebol Vascaíno não era nada pra se sentir orgulhoso, parecia que este 1 x 0 bastava, e os erros individuais eram cada vez mais nítidos. Douglas chegou a dar um susto quando na pequena área derrubou o adversário em um carrinho frontal, mas Graças a Deus o árbitro nada marcou.
    Substituição na equipe vascaína: Carlos Alberto entra no lugar do Diego Souza e Chaparro no lugar de Fellipe Bastos, na tentativa de dar mais movimentação e ânimo novo ao Vasco que não apresentava o mesmo futebol que no primeiro tempo.
      Mas de nada adiantava, a Portuguesa continuou pressionando levando perigo constantemente a zaga cruzmaltina. O Vasco furtivamente chegava ao campo adversário. Eles chegaram até a balançar a rede, mas Ananias impedido participou do lance em que Rodriguinho marcou.
       A Portuguesa se agigantou depois disso só F. Prass mesmo para segurar, o jogo pra uma visão vascaína era simplesmente ridículo! Como pode um time que chegou as finais do Carioca e as quartas da Libertadores jogar para segurar um resultado desse tão medíocre? Será que o time não seria capaz de ampliar o placar fora de casa?
      O Carlos Alberto até tentou, mas Éder não ajudou muito não, não adiantou C.A sair cortando todos no meio de campo, mas Éder não devolveu corretamente a bola, resultado: Contra-ataque da Lusa e susto para o coração cruzmaltino.
     Queee susto ! Escanteeio para Lusa, houve um desvio no segundo pau mas Gustavo cabeceou para fora, em seguida tiro de meta para o Vasco que serviu de lançamento e pêlati não marcado ? Juiz no meio de campo ! kkkkkkk
      A Lusa continuou pressionando mas faltavam apenas 2 minutos e a vitória cruzmaltina foi concretizada ! 
E assim continua #sagapelaconquistadoBrasileirão!
Maay Aveiro

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Como aqueles gols fizeram falta ... 
    Aiinda nem começou ee a tensão era nítida! A face dos jogadores demonstravam a importância da vitória, e preocupação pois juiz brasileiro apitando a Libertadores, mas começou e agora foco  100% no futebol e pedir a Deus para que a arbitragem não nos prejudique!
  Começamos bem, marcação acirrada, poucos espaços para o corinthians trabalhar, entretanto Emerson é um jogador a se olhar especialmente. E Fágner faz isso muito bem! Pressão Total, ambos os lados atacando, pelo jeito logo o placar será aberto.
     Corinthians ataca e deixa um sufoco, mas sem grande sucesso o Vasco consegue segurar através da marcação. Mas o Vasco consegue uma falta de onde o Reizinho gosta, entretanto, Jorge Henrinque não recebe o cartão amarelo. Reizinho bateu mas Cássio da o rebote, a bola bate no peito do Alecsandro que no susto não conseguiu dominar. 
   O Vasco começou a desenvolver-se mais no jogo, foi crescendo de maneira gradativa. Aos 15 minutos o Vasco jogou mais do que nos 90 minutos do primeiro jogo.
   Falta para o Corinthians, mas de nada adiantou F. Prass jogou pra longe e só assim eles conseguem chegar mais próximo ao gol, porque jogando está difícil de ultrapassar a marcação.
   Nossa ! Lateral para o Corinthians, Éder Luís fura na hora de afastar a bola e Sheik quase marca ! A bola passou rente a rede. O volume de bola do Corinthians cresceu, depois o Vasco apertou a marcação e as faltas foram aparecendo.
   Mas uma falta para o Vasco, Juninho toma a frente e quase novamente, uma hora ele vai fazer, está passando tão próximo. E com isso a pressão foi só aumentando para os dois lados.
  O Vasco cresceu a produtividade e pressionou o Corinthians, para desespero de Tite, chegou em 2 minutos 3 vezes ao gol. 
Agarra demaaais ! No contra-ataque F. Prass afasta uma cabeçada a queiima roupa de Paulinho.
   Confusão Armada ! Jorge Henrique cabeceou o rosto do Éder Luís e Pedro Vuadem amarelou os dois, primeira falha da arbitragem. Depois Danilo (jogador corinthiano) cabeceou o goleiro Cássio e Pedro Vuadem dá falta do Vasco, sendo que não havia nenhum jogador vascaíno no lance. Vai começar a roubalheira, proteja-nos Senhor!
     Amarelo para o Reizinho, ataque do Vasco e ele perdeu a bola em seguida atingiu Paulinho por trás que vinha acompanhando a jogada. Ultimo lance! Diego Souza fez tudo certo, Diego levou o time todo acompanhando a jogada e tirou Cássio do gol, pena que não havia ninguém por perto para marcar, Rômulo antes da linha da pequena área até tentou mas isolou a bola.
   Segundo tempo e o Vasco retorna sem alteração. Mal começou e só dá corithians e Thiago Feltri sai machucado para a entrada do Maestro, que em seu primeiro lance recebeu um carrinho de Alessandro levando cartão amarelo.
   Sheik chega atrasado em Rodolfo, devido ao lance perdido no campo de defesa cruzmaltino e consequentemente Tite é expulso. Com grandes turbulências, tudo pode ser trabalhado favorecendo o Vasco, que se apresenta equilibrado.
    Ao contrário do esperado, o Corinthians não demonstrou o baque de ter perdido seu técnico, continuou jogando e sufocando cada vez mais e mais. Já o Vasco, começou a se desesperar, não conseguindo manter mais de 6 toques sem perder a bola.
    Falta para o Corinthians, Alex bateu Prass rebateu e Alessandro não consegue afastar, Diego Souza tira do Cássio, mas ele consegue  enconstar com a ponta das luvas. Juninho no escanteio, lança na cabeça do Nilton, a bola bate na trave.
    Com isso só aumentou a pressão do Vasco, após essas duas chances o Vasco aumentou a posse de bola. Entra Willian sai Jorge Henrique pelo lado corinthiano e Sai Éder para  entrada do Carlos Alberto.
   Nilton leva amarelo em lance bobo, fez a falta para evitar que Paulinho encontra-se a zaga toda aberta, mas não adiantou de nada, o Vasco vetou as chances de gol.
    Não acrediito, Cássio deixa a bola quicar dentro da pequena área, Alecsandro parte pra cima, pega a bola recebe a falta mas nada é marcado, valeu Vaduem! Renato Silva recebeu amarelo, por falta em William sendo que ele tocou a bola e o joelho do jogador.
      Obriigada Paai ! Após lateral cobrado e Emerson Sheik até tentou mas F. Prass e a trave impediram que o Corinthians conseguisse marcar.
      Saída do Emerson para entrada de Liédson, em seguida Diego Souza limpa a zaga e mesmo com Carlos Alberto livre  ele tenta  para Alecsandro que não acreditta no lance e perde a chance cruzmaltina.
     E só Vasco ! Quase 40 minutos e o Vasco vai com tudo para cima do Corinthians. As equipes trabalham na base do contra-ataque a todo instante, todos os erros são fatais!
    Como aquele gol me faz falta Diego Souza. Agoora é tudo ou nada! Escanteio marcado e Paulinho de cabeça feez ... Mas eu acredito ainda há tempo, o empate é nosso ! 
    Vaaaamos Vaasco eu acrediito !! 
    Falta para o Vasco, mas Rômulo cabeceia para foraa, como já era de se esperar ceraa que dava para fazer várias esculturas. Parei par refletir por segundos e lembrei: Como aquele gol que me faz faaaltaa! 

    Agora não era o momento de pensar no se, mas eu pensei: Se o arbitro não tivesse roubado na semana passada, se o Diego tivesse feito hoje, se o arbitro não fosse brasileiro, e se ... São tantos se, que agora não valem de nada! 
    Vuaadem encerrou o jogo antes dos minutos finais, mas tá tranquilo, cheguei até aqui com muita honra, com muito orgulho e não precisei da arbitragem para nada! 
     Ah ! Corinthians se anima não, o Santos não vai deixar uma equipe inexperiente, que não possui um título chegar a final, a brincadeira vai acabará! Seria melhor perder pra um clube do Riio do que perder pra um de Sampa, maas vaaleu ! 
Maay Aveeiro

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Começou beem ...
   Pois é, desse jeito estou confiante, o Vasco começou bem encaminhado mesmo cheio de reservas se apresenta seguro. Que susto! Quase aconteceu o pior, o Vasco com a zaga mal posicionada deixou a bola passar mas furaram! As coisas estão se complicando, momento desconcertante, foram 7 minutos sofrendo pressão do Grêmio. 
    Se esforça aí, maais Kim! Com uma bela bola enfiada, mas as chances não pararam por William Barbio também tentou, a bola tirou casquinha, continue assim uma hora ela entra! Falta? Fellipe Bastos toma posse da bola e com toda propriedade ele bateeu e fez. Homenagem a pequena Giovanna que entrou pela primeira vez entrou em campo com seu pai.


    Mas a alegria durou pouco, Fernando marcou no canto esquerdo do gol vascaíno, em uma falha de marcação dos volantes. Pressão total! Grêmio começou a avançar a equipe e trabalha a bola em cima dos erros de passe da equipe cruzmaltina. Demorou, mas voltou a se equilibrar.
    Final do 1º teempo e o Vasco não conseguiu dominar dentro de casa. Grêmio consegue ficar á vontade jogando no contra-ataque. Alteração para o 2º tempo, Sai Barbio, entra Reizinho - Kim para entrada de Alecsandro e Rodolfo por Rômulo. O Vasco retornou com todo o vigor. Atacou 5 minutos, o Grêmio só voltoua tocar na bola aos 6 minutos da etapa final.
    Em compensação quando tocou sufocou! Falta em Rodolfo e gol anulado do Grêmio. Pressão do Vasco e Carlos Alberto tenta, mas a bola vai para escanteio. Juninho vai para o rebote do escanteio lança na cabeça do Alecsandro e Goooooooool ! 
    Putz, lançamento de Juninho para Carlos Alberto e bela troca de passes com Alecsandro e o Vasco quase amplia mas Vitor toca a bola para escanteio. Inacreditável! Falha de Renato Silva, Miralles isolou a bola perdendo o que seria o gol de empate, Graças a Deus!
    Querendo compensar para o Grêmio o juiz marca pênalti em lance de Renato Silva cabeceando a bola contra o próprio corpo, resvalando no braço. Mas F. Prass pegou o pênalti e no rebote ninguém marcou. O Vasco só cresceu após tudo o que ocorreu, a pressão total do Vasco chances perdidas, foram inúmeras. Até de falta o Juninho tentou mas não conseguiu, Allan passou por 3 mas parou na mão do Vitor.
     Marcelo Moreno até tentou, mas a  bola tirou casquinha na trave, mas não adiantou deu Vasco mesmo. Alecsandro até tentou fazer o terceiro, mas valeu os 3 pontos e a estréia com  o pé direito.
E assim começa a #sagapelaconquistadoBrasileirão!
Maay Aveiro
Roubados mais uma vez!
   Com muita lama, chuva e um lance polêmico, Vasco e Corinthians empataram por 0 a 0, pelo primeiro jogo das quartas de final da Libertadores. Os cruzmaltinos, que tiveram dificuldades para penetrar no sólido sistema defensivo do Timão, reclamaram de um gol anulado de Alecsandro no segundo tempo, após a marcação de impedimento. Foi a primeira vez que o time da Colina não fez gol no ano.
   Ao fim da partida, os cariocas reclamaram do árbitro. O presidente Roberto Dinamite puxou o coro.
   - Mais uma vez este árbitro e mais uma vez o Corinthians. Está difícil, cada vez mais complicado. Não quero ficar reclamando, mas peço apenas lealdade e igualdade para brigar dentro de campo. Jogamos melhor e merecíamos vencer - declarou o dirigente à Rádio Tupi, em referência ao empate por 2 a 2 entre os dois times, ano passado, pelo Brasileiro. 
   No Pacaembu, o novo empate sem gols leva a decisão para os pênaltis. Igualdade com gols favorece o time carioca. 
   Com o gramado encharcado e enlameado, a partida começou bastante truncada e com muitas faltas. Nos primeiros 25 minutos, a bola ficou parada 50% do tempo. Diante da dificuldade de entrar na defesa adversária, os dois times tentaram arriscar chutes de média e longa distância. Fábio Santos, pelo corinthiano, e Rômulo, pelo vascaíno, assustaram os goleiros.
  Sem uma referência na frente, o Corinthians apostava na velocidade de Jorge Henrique e nas jogadas individuais de Emerson, mas os dois pouco ameaçavam. Bastante avançado, Alex também tinha dificuldade para passar pela marcação do Vasco. No time cruzmaltino, que tinha mais a iniciativa do jogo, Éder Luis e Fagner, eram os que davam mais trabalho para os marcadores.


   No último lance da primeira etapa, houve a chance mais clara. O corintiano Alessandro recebeu sem marcação pela direita, entrou na área e bateu cruzado. A pontaria é que não foi boa. Até então, as melhores oportunidades foram em bolas paradas com Alex, do Corinthians, e Juninho, do Vasco. Fernando Prass e Cássio, no entanto, fizeram as defesas.
   A segunda etapa começou com mais emoção, principalmente porque o Vasco melhorou e passou a ser mais incisivo nos ataques. Logo no início, Diego Souza deu grande passe para Éder Luis, que recebeu em velocidade e finalizou. O chute de perna esquerda não saiu forte e facilitou a defesa de Cássio. Pouco depois, Juninho chegou na linha de fundo e rolou para trás na direção de Alecsandro, que foi travado por Chicão na hora do chute. Vendo que o time carioca levava perigo pela direita, Tite inverteu o lado de Jorge Henrique, que passou a ajudar na marcação por este setor.
   A resposta corintiana veio em forma de blitz. Após tabela com Alex, Jorge Henrique deu um peixinho e só não fez o gol porque Prass salvou. No rebote, Ralf pegou de primeira e Rodolfo colocou o pé no caminho para desviar o trajeto da bola e colocar para fora.
  O Vasco balançou a rede, mas não comemorou. Após um cruzamento de Thiago Feltri da esquerda, Diego Souza mandou de cabeça, Alecsandro desviou para o gol e marcou. O assistente Alessandro Rocha Matos assinalou impedimento. O time da casa reclamou que o atacante Emerson daria condição perto da lateral, em lance polêmico. O tira-teima mostrado pela TV Globo apontou impedimento do jogador, que foi reproduzido minutos após o lance, ENTRETANTO, no canal FOX SPORTS o tira-teima foi reproduzido na hora do lance e mostrou a posição legal do Alecsandro.
    Para dar mais criatividade ao Vasco, o técnico Cristóvão Borges colocou Felipe e Carlos Alberto e tirou Juninho e Diego Souza. Já Tite apostou suas fichas na entrada de Douglas no lugar de Alex. O Vasco continuou mais perigoso e tentou pressionar até o fim. Carlos Alberto teve uma boa oportunidade, mas foi travado na hora de finalizar de frente para o gol. Nilton também esteve perto de marcar e foi atrapalhado pela zaga.
Maay Aveiro
Foi nos pênaltis, mas foi bonito ! 

   Foi dramático, mas o Vasco conseguiu se classificar para as quartas de final da Libertadores após vencer o Lanús por 5 a 4 nas cobranças de pênaltis. No tempo normal, o placar foi 2 a 1 para os argentinos, mesmo resultado do Vasco São Januário. Nas penalidades, Felipe, Juninho, Carlos Alberto, Renato Silva e Alecsandro marcaram os gols. Do lado argentino, Romero carimbou o travessão e foi o único dos dez batedores a perder. 
   Durante os 90 minutos, o Vasco viveu altos e baixos. Nilton, escalado no lugar de Felipe, abriu o placar com um belo chute do meio da rua no primeiro tempo. Mas o time carioca recuou muito na segunda etapa, permitiu a virada e precisou disputar a vaga na marca da cal. 
    O técnico Cristóvão Borges optou por escalar uma formação mais defensiva para jogar na casa dos argentinos. Desta forma, Felipe foi o escolhido para ficar no banco de reservas e dar lugar a Nilton. Juninho começou entre os 11. Apesar de o time demonstrar mais dificuldade para sair com qualidade do campo de defesa para o ataque sem o camisa 6, o Vasco controlou bem a partida no início.
    E coube ao escolhido de Cristóvão dar tranquilidade ao time. A zaga do Lanús cortou mal, Juninho pegou o rebote e tocou para Nilton. O volante pegou de primeira uma bomba (97km/h) que foi parar no canto direito do goleiro. Na comemoração, chorou.
    Apesar da necessidade do Lanús de correr em busca da vitória, o Vasco manteve maior posse de bola do que o adversário e levava perigo nos contra-ataques. Fagner teve boa chance pelo lado direito, mas se enrolou ao cortar para o meio dentro da área e tentar a finalização de perna esquerda. Diego Souza também teve a sua oportunidade. O camisa 10 balançou na frente do marcador e tentou surpreender com um chute colocado no ângulo, mas errou o alvo. 
   O Lanús pouco criou. Pavone e Camoranesi chegaram a ameaçar, mas Regueiro, novamente foi o mais perigoso. Nas costas de Fagner, o jogador do time argentino desviou de cabeça à direita do gol de Prass. Na primeira etapa, o Vasco finalizou sete vezes, enquanto os donos da casa chutaram seis.

    O Lanús voltou do vestiário disposto a ir para o tudo ou nada e adotou uma postura mais ofensiva com a entrada de Teófilo Gutiérrez no lugar de Pizarro. O jeito que o time argentino arrumou foi cruzar bolas na área do Vasco. Renato Silva, Rodolfo e, principalmente, Nilton, iam afastando do jeito que era possível.
   Mas o crescimento do Lanús, que já se refletia na inversão da vantagem da posse de bola, resultou em gol. Valeri deu bom passe para Pavone, que, dentro da área, se livrou de Prass e mandou para a rede: 1 a 1. No lance, Regueiro puxou a camisa de Renato Silva, mas o árbitro não observou.
   A pressão do Lanús ficou ainda maior, e a bola não parava de rondar a área vascaína. Valeri e Gutiérrez tiveram boas chances em bate-rebates dentro da área, mas não conseguiram finalizar bem. Neste momento, o Vasco se limitava a dar chutões na direção de Diego Souza e Éder Luis.
   Diante do domínio do Lanús, Cristóvão colocou o volante Allan no lugar de Diego Souza para tentar deixar o meio de campo mais equilibrado. Os argentinos, no entanto, seguiram no ataque e sempre com perigo para a meta de Prass. Quem assustou o adversário pelo lado cruz-maltino foi Juninho em cobrança de falta que o goleiro Marchesín defendeu bem.
   A pressão do Lanús surtiu efeito. Velázquez mandou uma bomba de fora da área, Prass deu rebote, e Gutiérrez só empurrou para o fundo do gol. Com a decisão indo para os pênaltis, Cristóvão apostou em Carlos Alberto e Felipe nos lugares de Éder Luis e Diego Souza, mas não havia tempo para muita coisa.
   Na disputa das penalidades, o Vasco foi perfeito. Com o erro de Romero, coube a Alecsandro fazer a cobrança decisiva, estufar a rede e festejar que nem louco no alambrado com a torcida vascaína no La Fortaleza.



Superou !
    O Vasco começou com vitória a sua participação nas oitavas de final da Taça Libertadores. Jogando em São Januário, derrotando o Lanús por 2 a 1. Alecsandro e Diego Souza, que marcou após dar um lençol num rival, com Regueiro descontando para os argentinos na etapa final. Apesar do triunfo, a torcida vascaína não ficou satisfeita, principalmente com o técnico Cristóvão Borges. Ele passou a ser chamado de burro depois que trocou Felipe por Fellipe Bastos. No fim do jogo, as reclamações foram intensas, e Cristóvão voltou a ser alvo de vaias e xingamentos vindos da arquibancada. Os jogadores, em sinal de solidariedade, esperaram o treinador para, só então, juntos, descerem para os vestiários. 
     Com o resultado, basta ao Vasco um empate no jogo de volta,  para ficar com a vaga nas quartas de final. O Lanús, por sua vez, se classifica se vencer por mais de um gol de diferença ou pelo placar de 1 a 0. Novo 2 a 1, desta vez a favor do Lanús, leva a decisão para os pênaltis. Qualquer outra vitória dos argentinos por um gol de diferença favorece o time brasileiro.
   O Vasco começou a partida com uma formação mais ofensiva do que de hábito. De volante com características de marcação, apenas Rômulo. Daí para a frente, só habilidade: Juninho, Felipe, Diego Souza e Éder Luis, com Alecsandro como homem de referência na área. O Lanús, por sua vez, adotou uma postura comum a quem joga fora de casa: fechadinho, o time argentino esperou para sair na boa. 

    Empurrado pela torcida, o Vasco tentou criar chances nos minutos iniciais. Juninho, primeiro numa bola levantada que saiu rente ao travessão, depois com um chute colocado, que quase entrou no ângulo, assustou.
   O Lanús, porém, foi o dono da primeira chance cristalina de gol. Após bobeada da zaga vascaína, Valeri ficou cara a cara com Fernando Prass. O argentino bateu na saída do arqueiro cruz-maltino, que fez um milagre e salvou o Vasco.
   O time da casa não demorou a se refazer do susto e abriu o placar logo depois, Éder Luis cruzou da direita, e Alecsandro, que estava na mesma linha do último zagueiro na hora do lançamento, completou de coxa, no meio da área. Festa na Colina.
   O Vasco seguiu com maior volume de jogo. Embora o Lanús vez por outra assustasse, como em chute de Camoranesi, à direita de Prass, eram os cruz-maltinos que tinham mais a bola. A maior presença em campo foi recompensada com o segundo gol. Diego Souza recebeu na meia-lua, deu um lençol em Braghieri e emendou para a rede. Um golaço à lá Roberto Dinamite. A comemoração do camisa 10 vascaíno foi em tom de desabafo, com alguns palavrões, ele parecia pedir reconhecimento da torcida. De quebra, botou a camisa cobrindo parte da cabeça e ganhou um cartão amarelo.
   Na volta para o segundo tempo, os dois times não fizeram substituições. A única mudança ocorrera pouco antes do fim da etapa inicial, quando Rômulo, com um problema muscular, deu lugar a Eduardo Costa no time do Vasco.
    Logo no início do segundo tempo, o time da casa levou um susto. Regueiro penetrou pelo lado direito da área e foi derrubado por Fagner. O árbitro uruguaio Roberto Silvera marcou pênalti, mas voltou atrás porque o auxiliar assinalou um duvidoso impedimento do jogador do Lanús.
    O Vasco então tratou de apertar o ritmo para tentar não oferecer novas oportunidades ao Lanús. Diego Souza, desta vez na base da trombada, por pouco não conseguiu marcar o terceiro gol. Depois foi a vez de Juninho, batendo falta, quase marcar. A bola saiu a poucos centímetros do ângulo direito de Marchesín.
   O time argentino, porém, tratou de mostrar que não viajou a passeio ao Rio de Janeiro. Regueiro diminuiu a desvantagem. O camisa 10 recebeu um cruzamento de Valeri, no lado esquerdo da área, nas costas de Fagner, dominou e encheu o pé para fazer o primeiro do Lanús.
   De imediato, o técnico Cristóvão Borges promoveu a primeira alteração no Vasco: Felipe deu lugar ao volante Fellipe Bastos. A torcida vascaína não poupou o treinador, chamando-o seguidamente de burro por quase dois minutos. No Lanús, ao mesmo tempo, Valeri deu lugar a Romero.
   O jogo ficou franco, com as duas equipes buscando o gol. Após falha de Rodolfo, Romero ficou com a bola e serviu Regueiro na área. Por sorte, o jogador do Lanús concluiu muito mal. Logo em seguida, foi a vez de Éder Luis ter a chance de marcar. O chute desviou na zaga e foi no cantinho de Marchesín, que fez uma defesa espetacular.
   Cristóvão mexeu outra vez no Vasco: Diego Souza saiu para a entrada de Carlos Alberto. Logo na sequência, o Lanús também fez alteração: o centroavante Pavone deixou o campo e o também atacante Gutiérrez o substituiu.
   O ritmo intenso que dava o tom da partida diminuiu um pouco. Regueiro teve nova chance para o Lanús, mas bateu por cima. Depois, Juninho, de falta, obrigou Marchesín a espalmar para o meio da área. A bola voltou na cabeça de Carlos Alberto, que testou por cima do gol.
   O Vasco não jogou bem os minutos finais. Gutiérrez teve boa chance para empatar o jogo, mas bateu por cima do gol de Fernando Prass. Depois, Velázquez bateu falta que o goleiro vascaíno rebateu de forma esquisita. Mas o time da Colina soube se segurar e garantiu a vitória.







domingo, 20 de maio de 2012

 Quem ganha a vida com a boca é cantor! 

   Foi uma partida emocionante. Flamengo e Vasco testaram o coração dos torcedores com problemas cardíacos. E, principalmente pelo domínio indiscutível no primeiro tempo, com um time mais bem armado taticamente, mostrando superioridade individual e coletiva, o Vasco saiu vencedor. 
    Com uma atuação impecável de Felipe, autor de grandes jogadas, do gol da virada para 2 a 1 e do terceiro, de pênalti - Éder Luis fez o primeiro, e Vagner Love e Kleberson marcaram os gols rubro-negros -, o time chega à final contra o Botafogo.
    A derrota encerra o primeiro semestre do Flamengo, eliminado da Libertadores na primeira fase e sem chance de ganhar o estadual, vai ficar 27 dias sem jogar - a estreia no Brasileiro contra o Sport será dia 19 de maio. A torcida do Vasco não perdoou. "Eliminado" e "Adeus, Mengo!" eram os gritos no fim da partida, ironizando o rival. 


    Nos primeiros 20 minutos, houve um massacre do Vasco após a parada técnica, os rubro-negros até conseguiram diminuir a pressão. No começo, o torcedor flamenguista viveu uma ilusão. Mas as aparências enganam, e muito. Aos gritos da torcida vascaína de "eliminado!', numa provocação à saída prematura da Libertadores, o Flamengo iniciou sob a pressão de ver o semestre acabar em abril. Mas viu o mundo sorrir novamente no terceiro minuto de jogo. Num contra-ataque iniciado por Ronaldinho, a bola resvalou em Renato Silva e sobrou para Kleberson lançar pelo alto. Vagner Love, matou no peito e bateu de canhota: 1 a 0.
    Mas a partir do gol rubro-negro, o primeiro ato da partida acabou. Teve início o segundo, com um gigantesco predomínio vascaíno. Logo no minuto seguinte, o Vasco deu o troco. Após ótimo passe de Diego Souza, Éder Luis invadiu a área e tocou na saída do goleiro Felipe. Antes de a bola entrar, um milagre: Junior Cesar conseguiu se antecipar e salvar, jogando para escanteio, quase em cima da linha.
   O Vasco se cresceu mais ainda, no meio-campo, Rômulo, Fellipe Bastos, Felipe e Diego Souza pareciam gigantes em campo. Com marcação forte, ganhavam todas as jogadas e iniciavam com velocidade o ataque. O bombardeio era praticamente minuto a minuto: continuou com falta cobrada por Fellipe Bastos para Rodolfo desperdiçar nova chance, batendo para fora. Ainda na sequência, Fellipe Bastos mandou uma bomba que o goleiro rubro-negro espalmou, e depois cobrou falta para Renato Silva mandar de cabeça na trave.
   Se o meio-campo do Vasco seguia compacto, com bom auxílio dos laterais, principalmente Fágner - que desperdiçou nova oportunidade -, e a sintonia de Éder Luis e Alecsandro no ataque, o do Flamengo deixava a marcação aberta.
   Do lado vascaíno, os jogadores aumentavam o nível da partida cada vez mais. E foi dos pés de Felipe que saiu o gol de empate.  O maestro bateu de canhota, de fora da área. Felipe, o goleiro, bateu roupa. Éder Luis chegou e tocou para as redes. O gol fazia justiça. No minuto seguinte, por pouco o meia não repetiu a dose.
    A nova chance desperdiçada por Éder Luis antes da parada técnica. O Flamengo até melhorou um pouco o posicionamento. Mas de nada adiantou, com um time apático e lento. 
   Luiz Antônio e Welinton até tassustaram Fernando Prass, quase marcou o segundo. Mas ficou aí a tentativa de reação rubro-negra. Do outro lado, Felipe estava inspirado. Tudo bem que contou com a colaboração de Junior Cesar. O lateral afastou mal de cabeça uma bola, na entrada da área. O craque bateu de canhota. A bola ainda tocou na trave esquerda antes de entrar: era a virada vascaína, aos 40 minutos.
    O Flamengo até tentou uma reação. Kleberson, em passe de Vagner Love, quase empatou aos 43 - a bola desviou em Renato Silva -, dando uma esperança aos rubro-negros. Mas, já com Bottinelli no lugar de Muralha, o Flamengo levou um duro golpe no primeiro minuto da segunda etapa. Pênalti do goleiro Felipe em Alecsandro, depois da finalização para fora do atacante. O arqueiro levou o cartão amarelo e depois viu o Maestro, destaque da partida, botar a bola de um lado e ele do outro, ampliando a vantagem para 3 a 1.
   Apesar do terceiro gol sofrido, o Flamengo não se entregou. Àquela altura, o meio-campo já equilibrava a partida, ainda que a zaga deixasse a torcida de cabelos em pé. Mas, Kleberson soltou uma bomba de fora da área, no ângulo, que surpreendeu Fernando Prass, diminuindo o placar. A equipe voltava a ter esperança.
   A partida continuava emocionante. Kleberson, de cabeça, obrigou Prass a boa defesa. O Vasco começava a se desencontrar no meio-campo. O técnico Cristóvão trocou Alecsandro por Nilton. Pouco depois, tirou Felipe, destaque do time, para pôr Carlos Alberto. 
   A partida caiu de rendimento. Já cansado, o Flamengo tentava chegar ao empate. Love e Ronaldinho, este mais aberto pela esquerda e menos apagado, tentavam resolver, mas esbarravam nos erros já de muito antes da partida deste domingo. A falta de fôlego dos principais jogadores era visível.
   Do lado do Vasco, Diego Souza também dava sinais de cansaço. A equipe tentava, nos contra-ataques, ampliar. Mas a safra de gols já havia se esgotado. No entanto, ninguém no estádio podia sair reclamando de falta de emoção. E o torcedor cruzmaltino fez a festa por um longo tempo. Afinal, nada melhor do que passar para a decisão e agravar a crise da mulambada!
Maay Aveiro








O reencontro está marcado ! 

     Um Nova Iguaçu aguerrido e um gramado em péssima condições foram os adversários. Mas mesmo sem jogar bem, o Vasco cumpriu seu objetivo e, com uma vitória por 3 a 1, a partida marcou a volta de Carlos Alberto ao Vasco.
   Com uma escalação ofensiva, o Vasco mostrou que estava disposto a sair em vantagem logo no início da partida. O objetivo foi cumprido. A presença de Wiliam Barbio como titular foi justificada aos dois minutos de partida.



   Apesar da vantagem, a equipe cruz-maltina tinha dificuldades para construir os lances ofensivos. A péssima condição do gramado de Moça Bonita dificultava o domínio, o toque de bola, e as jogadas individuais em velocidade.
   Sem poder de articulação, o Vasco foi aos poucos cedendo terreno ao Nova Iguaçu. Com uma marcação frágil no meio-campo, o Nova Iguaçu se lançou ao ataque até ter um pênalti marcado a seu favor, após toque de mão de Douglas dentro da área. Zambi bateu e empatou a partida. Naquele momento os vascaínos ficavam fora da semifinal, já que o Fluminense vencia o Olaria, e o Bangu empatava com o Resende.
   O gol sofrido expôs ainda mais a fragilidade do Vasco na marcação. Ao partir ao ataque, a equipe errava muitos passes e abria espaços para o Nova Iguaçu contra-atacar. E depois de passar sufoco em dois lances, o Vasco acabou por voltar à frente do placar valendo-se do oportunismo de seu centroavante e de uma falha individual do adversário.
    Machucados, Juninho e Éder Luis não voltaram para o segundo tempo. Assim, Cristóvão Borges colocou Nilton em campo e também promoveu a reestreia de Carlos Alberto. O meia foi muito festejado pela torcida e aplaudido a cada jogada. Coube a ele fazer a ligação entre o meio-campo e o ataque, algo que faltou no primeiro tempo. Com a presença de Nilton, Felipe também passou a ter mais liberdade para atacar e rendeu mais.

 

     Pressionando o Nova Iguaçu em seu campo de ataque, o Vasco teve mais a posse da bola e a passou a ter o domínio da partida. Isso mesmo ainda errando passes e sem mostrar seu melhor poder de marcação. Wiliam Barbio, descendo pelas duas pontas, levava perigo, enquanto Felipe e Carlos Alberto se alternavam na articulação. 
    E foi do agora camisa 84 a chance mais clara do Vasco no segundo tempo. Carlos Alberto teve o gol aberto à sua frente após boa jogada e chutou de pé esquerdo, mas a bola foi para fora. Apesar da lamentação, teve como consolo o apoio dos torcedores vascaínos. O perigo de um empate e da consequente desclassificação existia, mas o alívio veio aos 45, com outro gol de Alecsandro, garantindo a vaga na semifinal. 
Maay Aveiro

quinta-feira, 17 de maio de 2012

E que venha as oitavas! 
     O Vasco entrou no Parque Central, em Montevidéu, já classificado para as oitavas de final da Libertadores. Contudo, o time queria terminar a primeira fase em primeiro lugar do grupo para ter a vantagem de jogar a segunda partida em casa. A vitória por 1 a 0, não foi suficiente. 
     O gol da vitória cruzmaltina foi marcado por Diego Souza e garantiu ao Vasco uma das melhores campanhas entre os segundos classificados. 

                                

    Sem Juninho e Felipe, o Vasco apostou em um meio-campo de marcação. O time teve três volantes, com Fellipe Bastos mais avançado e Rômulo e Eduardo Costa mais defensivos. A ligação com o ataque seria feita por Diego Souza mas, na prática, era Éder Luis quem ditava o ritmo de ataque. Mesmo com dificuldades, a equipe carioca era melhor, já que o Nacional esbarrava no próprio desentrosamento.
     O Vasco se aproveitava disso e dominava as ações ofensivas. Mesmo desperdiçando chances, o Vasco seguia melhor em busca de um gol que o colocasse em primeiro do grupo, o segundo tempo começou sem mudanças nas equipes e com um ritmo lento. Os dois times tinham dificuldades de criar jogadas e nos primeiros quinze minutos só houve notícia relevante no outro jogo do grupo.
     Diego Souza parece ter sido informado do empate adversário e resolveu dar uma acelerada em campo. Com um bonito drible, fez tabelinha com Alecsandro e recebeu de volta na cara do gol. O camisa 10 chutou rasteiro, mas o goleiro Jorge Bava conseguiu tocar na bola e diminuir sua velocidade. Mas o meia foi atrás e empurrou para o gol. Na comemoração, trem-bala da Colina e dancinha.
      O Nacional tentou reagir e o técnico Marcelo Gallardo fez três substituições ao mesmo tempo. Um dos jogadores que entraram foi o ídolo Alvaro Recoba. E foi dele a melhor chance do time uruguaio. O meia driblou dois e chutou forte de longe. Fernando Prass fez boa defesa. 
     O time vascaíno teve uma chance clara de ampliar, mas Éder Luis perdeu. Diego Souza recebeu na esquerda e tocou para o camisa 7 na pequena área. O atacante, entretanto, chutou em cima do goleiro, desperdiçando uma chance incrível. No rebote, Fellipe Bastos pegou forte, mas Jorge Bava fez boa defesa. E o gol fez falta. Sem conseguir ampliar, o Vasco não conseguiu terminar em primeiro do grupo já que o Alianza Lima não empatou com o Libertad.
Prefiro não comentar ! 
      Um clássico marcado pela tensão, aliás como sempre. Foi assim que começou e terminou mais um Vasco x Flamengo. O pênalti cobrado por Ronaldinho aos 47 minutos do segundo tempo deu a vitória aos rubro-negros o resultado acabou sendo a gota d'água para um tumulto que envolveu os jogadores do Vasco. Principalmente Eduardo Costa e Rodolfo, que partiram para cima do árbitro Wagner dos Santos Rosa, e só não o agrediram porque foram contidos pelos policiais.
      O presidente do clube, Roberto Dinamite, entrou em campo e reclamou da atuação do juiz. Principalmente do lance aos 29 minutos da segunda etapa, quando Thiago Feltri, em dividida com Welinton, caiu na área. Mas o árbitro mandou seguir o lance.
     - Fomos roubados e não podemos vetar o árbitro - afirmou o dirigente.
     Com um Vasco misto e um Flamengo completo, foi mais de transpiração do que inspiração. Ironizado pela torcida do Vasco, Deivid, no primeiro tempo, abriu o placar para o Flamengo. Diego Souza empatou a partida, e Ronaldinho, de pênalti, decretou a vitória rubro-negra. Na saída de campo, o camisa 10 do Fla deixou no ar, num depoimento pouco claro, uma possível despedida.
      - Quero sair daqui pela porta da frente - disse R10, na confusa saída do campo.
     Com um inexplicável atraso para a entrada em campo - a equipe pisou no gramado aos gritos da torcida do Vasco de "eliminado" no momento em que a partida deveria começar -, o Flamengo apresentava Kleberson no lugar de Muralha. A intenção do técnico Joel Santana era ter jogadores mais experientes para lidar com a pressão e poupar mais os garotos. O veterano campeão mundial em 2002 até deu mais qualidade ao toque de bola no começo, mas a ausência do volante de 18 anos fez o time sofrer novamente com as péssimas saídas de bola de Willians, sempre mal no quesito passe. Tudo isso, além da apatia do Vasco, contribuiu para um primeiro tempo nada empolgante das duas equipes.
          O Vasco entrou em campo com um desfalque considerável. O meia Felipe sentiu dores no ombro direito e foi cortado da concentração. Em seu lugar, entrou Eduardo Costa. Ainda sem Dedé, Juninho, em recuperação de problema dentário, e Diego Souza, poupado no banco, o Vasco perdia em experiência e criatividade. Com três atacantes, tinha como jogada principal a explorar, para a conclusão de Alecsandro, a velocidade de William Barbio e Éder Luis.
      Com os dois times errando muitos passes, a partida seguia num ritmo sonolento. Mas, aos 16 minutos, Willians conseguiu acertar uma jogada, no ataque. Tocou na meia-lua para Vagner Love. O atacante girou aos empurrões com Rodolfo e bateu já caído. Fernando Prass deu o rebote para Deivid tentar esquecer o gol perdido no último confronto com o rival, que entrou para o rol dos maiores do Inacreditável Futebol Clube. Dessa vez, ao contrário da partida anterior entre os clubes, tocou sem erro para o fundo da rede e foi comemorar com a torcida e os jogadores. O gol esteve longe de deixar o Flamengo soberano na partida.
    O Vasco saía para o intervalo em desvantagem, mas dava a impressão de que o empate era questão de tempo. Acertadamente, Cristóvão trocou o apagado Barbio por Diego Souza. Éder Luis teria com quem se entender melhor.
     Aos 4 minutos, Love ficou na indecisão de ir na bola no meio-campo. O Vasco engatou um contra-ataque até Alecsandro concluir. A bola subiu e encobriu Welinton, que olhou passivamente Diego Souza, nas suas costas, entrar em velocidade e tocar sem defesa para Felipe. Era o gol de empate.
     Diego Souza entrou bem na partida. E, logo depois de empatá-la, fez um tremendo carnaval pelo lado esquerdo, deixando claro que a defesa rubro-negra estava insegura. 
     Era um momento em que o Vasco estava melhor. E Felipe Bastos poderia ter saído consagrado se mandasse para o fundo das redes o belo chute com efeito de fora da área que fez o goleiro Felipe rezar para não sofrer o gol. Pouco depois, foi substituído por Allan. 
    Aos 29 minutos, um pênalti escandaloso de Welinton em Thiago Feltri, e adivinhem, o juiz não marcou. No contra-ataque, Deivid devolveu presente dado por Fernando Prass e desperdiçou boa chance. Logo depois, Joel o trocou por Diego Maurício. O camisa 9 saiu aplaudido, ironicamente, pela torcida vascaína.
     Os dois times se alternavam nas chances de ataque, e jogo parecia ainda não estar decidido. Aos 40 minutos, Allan deu lambreta sensacional e bateu cruzado para grande defesa de Felipe. No contra-ataque, Ronaldinho, em sua melhor jogada, serviu Léo Moura para decidir. O jogador bateu cruzado para fora. Aos 46, o lateral, outro a aparecer bem no fim, foi derrubado na área por Fernando Prass. Pênalti que Ronaldinho não desperdiçou, deslocando o goleiro.
     Com o apito final, Eduardo Costa e Rodolfo partiram para cima do árbitro, e o tumulto foi formado, mas não dará em nada eu tenho certeza!
Inspiração? Pequena Giovanna ! 
     Numa noite inspiradíssima de Fellipe Bastos, que acertou dois belos petardos de fora da área, o Vasco derrotou novamente no sufoco o Alianza-PER, por 2 a 1 e ficou bem próximo da classificação para as oitavas de final da Taça Libertadores. A equipe carioca, que dificultou um jogo que era tranquilo, pode até chegar à última rodada já garantido na próxima fase, se o Libertad-PAR vencer o Nacional-URU. 
     O jogo começou morno, mas quem logo ocupou o setor ofensivo foi o Vasco. No entanto, a primeira boa chance de gol pertenceu ao time da casa. González arriscou de muito longe e a bola passou perto do ângulo esquerdo de Fernando Prass, aos 6. Como chutar de longe parecia ser bom negócio, afinal o campo duro dificultava a troca de passes, Alecsandro imitou os adversários e obrigou Libman a fazer difícil defesa, aos 8.
     Depois desses lances a partida ficou mais equilibrada, mas com as defesas levando vantagem sobre os ataques. O meio de campo vascaíno errava muitos passes e o ataque não penetrava na área adversária em boas condições. Então, a solução era o arremate de longa distância. E foi assim que o time brasileiro abriu o marcador, aos 17: Fellipe Bastos fez boa jogada pela meia-esquerda e disparou uma bomba, a bola resvalou em Carmona e encobriu Libman, caindo no seu ângulo esquerdo.

    
    O gol abalou o Alianza, que em grave crise financeira teve de acender os refletores do estádio com geradores externos para que a partida fosse realizada. Sem receber salários há sete meses, tranquilos os jogadores do time peruano não poderiam estar. E dois deles discutiram tão asperamente que Diego Souza foi apaziguar os ânimos dos brigões. Já o Vasco se segurou um pouco e cedeu espaços para o adversário, que chegou com perigo aos 36, com Hurtado, quase completando com sucesso cruzamento de Rabanal da esquerda. E foi só na primeira etapa.
     O Alianza voltou no ataque e, com menos de um minuto, Hurtado ganhou de Thiago Feltri, penetrou na área e caiu, mas o árbitro argentino Saúl Lavemi mandou o jogo seguir. No entanto, o Vasco parece ter entendido que não podia ficar na defesa segurando o resultado e partiu em busca o segundo gol. Só que as dificuldades da primeira etapa permaneciam e os cruz-maltinos pouco ameaçavam, mas também quase não sofriam na defesa.
     Aos 23 minutos, um funcionário do Alianza foi expulso pelo árbitro por ter arremessado uma segunda bola no campo. Mas a pressão de fora para dentro do campo também vinha da torcida peruana, que jogou objetos no gramado até a saída dos jogadores adversários após o fim da partida. O castigo veio a reboque: aos 25, Fellipe Bastos em outro tiro sensacional, ainda mais bonito que o primeiro, fez o segundo gol dele e do Vasco.
     O jogo parecia decidido, quando a defesa vascaína resolveu colaborar com o time da casa. Um minuto após Fernando Prass fazer grande defesa em chute de Fernández, a zaga bateu cabeça, Renato Silva chutou a bola em cima de Felipe na área e ela sobrou para Curiel chutar por entre as pernas do arqueiro do Vasco e diminuir, aos 31. Estupidamente, aos 34 um torcedor peruano jogou um sinalizador dentro do campo e fez a partida parar, o que interessava ao Vasco naquele momento.
     No entanto, o jogo mudara, com o Alianza partindo na base do abafa em busca do empate. Aos 37, Allan salvou em cima da linha, após Prass disputar e perder a bola no alto com Arroe, que teria feito falta no goleiro vascaíno. Apesar dos gritos desesperados do técnico Cristóvão Borges para o time brasileiro não recuar, a pressão da equipe da casa continuava a toda. Aos 44, Riza quase marcou, e dois minutos depois Nilton entrou com o pé na cabeça de Carmona e foi expulso. Isso só aumentou a dramaticidade do jogo para os vascaínos, que só respiraram aliviados com o apito final do árbitro. Assim, o Vasco pôde vibrar muito com a sofrida vitória e a aproximação das oitavas de final da Libertadores.
Atropelou ! 
     Missão cumprida. Após empatar em casa com o Resende, o Vasco foi a Macaé e, com autoridade, conseguiu a vitória em apenas 45 minutos. Comandado por Juninho Pernambucano, autor de um verdadeiro golaço, Diego Souza e Éder Luis, o mistão cruzmaltino fez 4 a 1 sobre o time da casa na etapa inicial e garantiu a tranquilidade esperada para se preparar para o jogo contra o Alianza Lima. 
     Os primeiros minutos de bola rolando pareciam que o mistão do Vasco não teria vida fácil em Macaé. Foram do time da casa as duas primeiras chances de gol. Na primeira, Fernando Prass fez boa defesa e, na outra, Pipico chutou para fora. Mas parou por aí. Depois de chegar ao ataque pela primeira vez, aos oito minutos, quando Fabrício colocou a bola na trave após cobrança de falta de Juninho, o time da Colina se encontrou no jogo e mostrou que não é chamado de Gigante à toa.
     Mesmo debaixo de chuva e com o campo escorregadio, o Vasco soube usar a velocidade de seus jogadores para chegar aos gols. O primeiro veio dos pés de Diego Souza, aos dez minutos. Contestado pela torcida, o camisa 10 cruzmaltino trocou de papéis com Alecsandro e fez o seu quinto gol no estadual, o sexto na temporada.Quatro minutos depois, o camisa 10 voltou à função de garçom e, desta vez, serviu Juninho Pernambucano. Ele aproveitou falha da defesa do Macaé e passou para o Reizinho tocar por cobertura para marcar o segundo gol do Vasco.
      Mas nem tudo estava perdido para o Macaé a essa altura da partida. Aos 17 minutos, o perigoso Pipico descontou. Após cobrança de falta de André Gomes, o atacante subiu mais que a defesa vascaína e cabeceou para o gol de Prass. Após três gols em sete minutos, o jogo esfriou um pouco. O Vasco passou a controlar a posse de bola e só voltou a assustar o goleiro adversário depois dos 30 minutos. Éder Luis, movimentou a partida aproveitando cruzamento do jovem Dieyson, tirou Douglas Assis da jogada e chutou para o gol, ampliando o placar.
      Mas o repertório do Vasco ainda reservava gratas surpresas aos torcedores. No fim do primeiro tempo, Juninho Pernambucano marcou um golaço, o seu segundo no jogo. O Reizinho driblou dois marcadores e deu um toque consciente e preciso para o fundo da rede. Foi o gol mais bonito do camisa 8 desde que voltou à Colina, o que deu tranquilidade para o Vasco ir para o intervalo com o placar já consolidado.
      No segundo tempo, o próprio Vasco diminuiu o ritmo na etapa final. Mas, mesmo assim, controlou a partida, levou mais perigo e quase não tomou sustos. 

Maay Aveiro
Jogo dos Sonhos !
       A última imagem que tínhamos de Edmundo com a camisa do Vasco era melancólica: a derrota para o Vitória e o rebaixamento do clube à Segunda Divisão do Brasileiro em 2008. Pouco mais de três anos depois, o ídolo vascaíno recriou a sua despedida do time de coração. Agora com uma grande festa, vestindo a camisa dez que não pôde usar diante do mesmo adversário há 14 anos na final da Libertadores. 
      Pazes e convite feitos, ele passa a limpo sua trajetória vitoriosa em São Januário, que teve seu auge em 1997. Da concentração com o elenco atual à entrada pelo túnel do estádio, tudo levado a sério pelo ex-jogador. À sua volta, alguns companheiros dos seus grandes momentos no clube. Odvan, Pedrinho, Mauro Galvão, entre outros, estarão presentes na homenagem Eurico Miranda, ex-presidente do Clube. Em campo, ao seu lado, Felipe e Juninho Pernambucano. 

     Se nós vascaínos de transformar tudo em comemoração, imagine encerrar um ciclo de 17 anos, sei que muitos choraram como eu e ele, as lágrimas escorriam mais do que as de costume, diante da demonstração de tanto amor. No lugar da imagem polêmica que conquistou ao longo de sua carreira, Edmundo adquiriu uma imagem serena e grata a família, ao Vasco e principalmente a torcida cruzmaltina.
     Craque, veloz, polêmico, goleador, habilidoso, ídolo. Animal. Edmundo marcou seu nome na história do futebol brasileiro e especificamente do Vasco. E nesta festa, 21.247 torcedores presenciaram esse ritual e abriram seus braços em São Januário para receber o craque pela última vez em uma partida. E ele, vestindo a camisa 10, retribuiu a presença da torcida com dois gols, belos passes, dribles, agradecimentos e lágrimas.Com os refletores do estádio apagados, saindo do Trem Bala Edmundo entrou em campo sozinho para ser ovacionado pelos torcedores. 
     Com o número 10 às costas, ele não segurou a emoção e precisou enxugar as lágrimas, recebeu a braçadeira de capitão do apoiador Juninho Pernambucano. Depois de uma longa queima de fogos, típica da década de 90, Edmundo recebeu uma placa do presidente Roberto Dinamite e cumpriu o papel de ídolo ao cantar o hino vascaíno em coro com os torcedores.
      Edmundo participava de todas os lances ofensivos, o que acontecia a todo momento, já que o jogo praticamente se resumia a ataque contra defesa. E sua entrega foi tão verdadeira e positiva, que ele fez lembrar seus áureos tempos em alguns momentos, que não resistimos e pedimos para ficar, voltar, seja lá como for, para não abandonar o que ele sempre fez tão bem por nós, mas infelizmente a idade pesa, aos 40 anos ele não aguentaria uma sequência de jogos. 
     E mesmo com a queda de energia por 20 minutos, nada mudou. A torcida permaneceu intacta comemorando e cantando, a luz foi restabelecida e mais gols no placar. Aos 40 minutos o jogo não importava mais, Edmundo foi substituído e deu a volta olímpica, mas nada mais importava. Naquele momento, Edmundo enfim cumpria seu sonho, de reencontrar a torcida numa partida de despedida.
      Homenagens prestadas no twitter e em vídeo, mas nada se comparava aquela imagem final, no telão de São Janú reprisava um vídeo que arrancou gritos e aplausos dos vascaínos destaca frases polêmicas, gols históricos e comemorações características do Animal. Além disso, há depoimentos de ex-companheiros.  
     Ao sair do vestiário, Edmundo ainda tinha mais carinho a receber. Mesmo debaixo de muita chuva, cerca de duzentos torcedores ainda o esperavam para pegar um autógrafo ou tirar uma foto. Foram mais 20 minutos até conseguir chegar ao carro. Mas, mesmo dentro do veículo, ainda assinou mais algumas camisas. Às 23h13m, o Animal cruzou o portão do estacionamento e deixou, definitivamente, sua história como jogador no passado. Mesmo que na rua ainda pudesse ouvir os gritos dos fãs que acabavam de ficar para trás: “Ah, é Edmundo”! Deixou Saudades ;(
Maay Aveiro 
Diário Animal ! 

- Devo tudo à minha família, à torcida e ao Vasco !
" (...)Peço licença à torcida do Palmeiras que mora em meu coração, mas vou contar um pouco da minha história no Vasco. A primeira vez que pisei em São Januário foi com oito anos, lembro da emoção que senti e de, um sonho de um dia me tornar jogador. Foi no Vasco que cresci e foi o clube que me  deu chance de mudar a vida de minha família. Agarrei a oportunidade como pude, me dediquei de corpo e alma, me entreguei de coração. Nunca quis ser rico ou famoso, só queria jogar futebol e ajudar meus familiares. Até ao chegar no profissional, fiz sacrifícios, passei dificuldades, mas tudo isso era normal, até porque nunca soube o que era conforto. E me superei a cada dia. Tudo foi um aprendizado, que fez eu me tornar uma pessoa determinada em buscar os meus sonhos. Já realizei grande parte deles, o principal foi construir família, oferecer aos meus filhos uma boa educação e oportunidade para que possam buscar o melhor para a vida deles. Foi sempre com muito orgulho e paixão que vesti a camisa do Vasco. Por já ter ficado na arquiba, aprendi a entender o torcedor e sempre me entreguei por inteiro para retribuir o apoio da torcida. Tanto quanto eles, eu sempre quis ver o Vasco vencer. Eu queria vencer, não só no futebol, mas na vida e o clube sempre me ofereceu tudo. Aguardo vocês, vascaínos, na quarta-feira, para sentir pela ultima vez a emoção de defender, em campo, o nosso clube de coração. Apesar de estar a algum tempo parado, prometo dar a vida para tentar retribuir tudo que a minha família, vocês e o Vasco, já fizeram por mim. Muito obrigado por tudo. Tamo junto, hoje e sempre."
FONTE: Jornal L! (22-03-2012)

- São Janú faz falta!
"Falta menos de uma semana para a despedida. Apesar de não ter precisão de voltar a jogar profissionalmente, sentia muita saudade da vida no clube, do trabalho em equipe, do convívio com os colegas, da proximidade da torcida. Desse dia a dia, faz muita falta. Sendo no Vasco, isso ocorre comigo em proporção maior, porque conheço as pessoas que trabalham fora de campo também. Fiquei muito feliz em revê-las tão bem depois de anos. Voltar me faz relembrar momentos incríveis. Têm sido difícil não me emocionar. Tenho recebido muito carinho do clube e dos  torcedores. Essas manifestações me motivam ainda mais a retribuir em campo. Em São Januário, sinto um clima especial. Acredito que este grupo pode escrever mais um importante capítulo na História do clube, como já fizeram na Copa do Brasil. O show da torcida na quarta e a forma como o nosso Vasco venceu relembram os jogos nas maiores conquistas do clube, com muita raça e sintonia entre torcida e time. Vamos conseguir juntos, unidos em busca de levar o Vascão cada vez mais longe(...)"
FONTE: Jornal L! (23-03-2012)
- Reconhecimento da torcida é o melhor!
"Em janeiro de 1992, me preparava para a Copa SP de Juniores. Aquela era a chance de subir para o profissional. Quando eu ia embarcar, tive uma decepção que veio seguida de uma alegria. Fui comunicado que não viajaria, oque me deixou frustrado. Eu queria ser campeão, tínhamos um timaço e que por sinal levantou a taça. Mas o motivo do meu corte era especial, eu deveria me juntar imediatamente aos profissionais. Minha estréia foi no dia 26 de janeiros daquele ano contra o Corinthians. Ganhamos de 4 a 1. Foi um dia mágico, sabia que a minha vida iria mudar, tinha realizado o sonho de me tornar jogador, podia ajudar o Vasco em campo e queria muito ser campeão. Logo naquele ano tive a alegria de conquistar o Carioca. Cinco anos depois conquistamos o Brasileiro de 97, temporada que eu não imaginava que teria uma proporção tão grande em minha vida. Vou falar, mais sobre isso amanhã, mas entre tantas alegrias com o Vasco, o maior e que eu considero mais importante foi o reconhecimento do torcedor. Eles sempre souberam que dava tudo de mim, independente do campeonato ou adversário. Fico muito feliz quando ouço os torcedores dizendo que sou exemplo de vascaíno e que eu amo o clube. Fico muito mais feliz quando falam de um gol, jogo ou título que participei. Amo o Vasco. Mas por nunca precisar ficar repetindo isso que o reconhecimento me faz tão bem. Não sei dimensionar o tamanho do meu amor, é algo difícil de explicar. A gente sofre, luta, chora briga, se emociona e é feliz com o time de coração. Clube de futebol, é algo que entra e fica até o final em nossas vidas. É como se fosse alguém da família, é um amor incondicional. Sei que o clube está preparando uma festa para a torcida, quero estar bem e mais uma vez deixar tudo em campo, a minha vontade, o meu sangue e o meu coração. Um grande abraço e até lá."
FONTE: Jornal L! (24-03-2012)
- O ano de 97 foi muito especial!
"Somente hoje começo a entender o que a temporada de 1997 representa para o Vasco, para quem era daquele time e para a torcida. Conquistas importante e a forma como elas acontecem marcam a carreira de um atleta e ajudam a construir a sua história dentro de um clube. Sempre soube que aquilo foi importante, mas não fazia ideia do quanto isso permaneceria presente na minha  vida quinze anos depois. Naquele brasileiro tudo deu certo. Um lance que mostra bem que foi isso foi o terceiro gol contra o Flamengo: eu cortei o zagueiro para o lado mais difícil , quase perdi o ângulo, não chutei  com a perna boa e mesmo assim a bola entrou. Já passou mais de uma década e os torcedores seguem me cumprimentando como se eu tivesse feito  ontem os três gols contra o Flamengo ou os seis contra o União São João. Ver a emoção, a gratidão e o carinho da torcida com aquele time me enche de orgulho.(...) Agradeço de coração o carinho. Quanto mais converso com vocês, maior é a ansiedade para que quarta-feira chegue logo. Como vascaíno e fã fiquei triste com o falecimento do Chico Anysio. Uma grande perda como pessoa e profissional. Hoje o clube vai prestar homenagem a este ídolo, algo justo para um torcedor ilustre que sempre demonstrou amor ao Vasco. Vou treinar galera, faltam poucos dias."
FONTE: Jornal L! (25-03-2012)
- Ansiedade e vontade de retribuir o carinho!
"Conforme se aproxima o jogo de despedida vai aumentando minha ansiedade. Entrar em campo, reencontrar a torcida, sentir a energia que vem da arquibancada e poder viver pela ultima vez esta emoção é um presente que jamais vou esquecer. Agradeço a diretoria do Vasco pelo carinho e em especial ao Roberto pela forma generosa que vem tratando não só a mim, mas outros atletas que já vestiram a camisa do clube. Aproveito e manifesto minha satisfação com a reintegração do Carlos Alberto, além de craque , ele joga com o coração, pode ajudar nessa reta decisiva. Quando fiquei sabendo das filas em São Januário para comprar os ingressos para o jogo de quarta, passei a me preocupar ainda mais. Quase não durmo de tanta ansiedade. Tenho dedicado todo o meu tempo livre a treinar... Escolhi o Barcelona do Equador como adversário e fui atendido, pedi para treinar junto com o elenco e fui muito bem recebido. As manifestações da torcida e de toda a imprensa tem me deixado muito feliz. Não imaginei que este jogo poderia ganhar tamanha atenção e, após tanto apoio, podem ter certeza de que o meu espírito será o de sempre. Para mim é final de campeonato. O empate diante do Resende não foi o melhor resultado, mas mantém a equipe na zona de classificação da Taça Rio. Seja no Estadual ou na Libertadores, vamos entrar em uma sequencia de jogos cada vez mais difíceis e importantes. Este é o momento de torcermos juntos. Não e fácil a sequência, não só no aspecto físico, mas no psicológico. Temos que estar juntos. Quarta-feira estaremos juntos em busca de mais uma vitória!"
FONTE: Jornal L! (26-03-2012)
- Com a minha família aprendi a lutar; com o Vasco aprendi a vencer!
"Após o Campeonato Brasileiro de 1997, parti em busca de novos sonhos na Europa. Deixar o Brasil foi muito difícil, a distância da família, a falta de lazer e do carinho da torcida, somando ao fato de que não encontrei por parte da comissão técnica da Fiorentina a receptividade que eu esperava. Isso tudo me faz passar por momentos difíceis. Enquanto isso, no Brasil, o Vasco jogava e seguia em busca do título inédito da Copa Libertadores. Isso me dava muita vontade de voltar ao Brasil, de estar com aquele grupo para disputar o título Sul-americano. Eu participei como pude, queria ter jogado aquela decisão. Torci como nunca e fomos campeões. Na minha despedida escolhi jogar contra o Barcelona  do Equador porque este jogo me traz ótimas lembranças. Do nosso Vasco campeão, da torcida bem feliz. Amanhã vai ser um dia especial. Reencontrar com todos vocês, sentir novamente o calor da torcida e a emoção de vestir a nossa camisa. Reviver os momentos mais importantes  da minha história dentro do clube e fechar definitivamente a minha carreira como atleta. Com a minha família aprendi a lutar  e dentro do Vasco aprendi a vencer.  Considero que a grande vitória deste jogo de despedida é poder entrar em campo com a sensação de dever cumprido, de que toda a minha dedicação ao clube nesta trajetória valeu a pena, que foi positiva e correspondeu a expectativa de todos aqueles que sempre me apoiaram nos momentos mais felizes e também nas decepções. Eu me sinto completamente realizado e feliz demais com esta última oportunidade. Beijo no coração de toda a torcida!"
FONTE: Jornal L! (27-03-2012)
- Devo à torcida tudo que tenho de melhor!
"O Vasco foi mais do que a minha casa, foi o meu porto seguro em momentos difíceis da vida. Vivi intensamente a minha carreira, passei por tristezas que levaram tempo para curar e momentos maravilhosos com alegria que vão durar eternamente. Quando perdi o pênalti no Mundial, um mundo desabou, sofri demais. Tenho a certeza de que não havia alguém que gostaria de conquistar mais aquele título do que eu. No máximo igual. O carinho e o respeito do torcedor me ajudaram a superar. Eles sabiam exatamente tudo que eu estava sofrendo e quanto queria o Vasco campeão. Quem ama um clube e vive intensamente essa paixão pode imaginar a alegria que eu senti em 97. Ajudar no título e proporcionar a alegria a tanta gente é algo tão bom que não sei explicar. É mágico. Vejo o Felipe beijando a camisa e entendo o que passa em seu coração. Quando assisto a torcida gritando: "Juninho Monumental" sei o que querem dizer: Ele é muito mais que um Rei. E quando ouço o torcedor gritar "Ah é Edmundo!", o meu coração dispara. Hoje vai ser difícil me despedir, mas seria muito mais difícil seguir a vida sem dizer definitivamente adeus á carreira e fechar de forma digna a minha história do clube. Não consigo descrever minha gratidão ao Vasco, à torcida e a minha família. Recebi de vocês muito mais do que ofereci e não sei como retribuir todo esse amor. Eu não tenho a menor dúvida de que devo á vocês tudo aquilo que existe de melhor em mim. Muito Obrigado."
FONTE: Jornal L! (28-03-2012)
Faltou Dedicação na homenagem à Chico Anysio!

   No domingo de homenagens ao humorista vascaíno Chico Anysio, o Vasco empatou com o Resende, e não deu muitos motivos para sua torcida sorrir. Alecsandro fez o gol cruz-maltino, mas voltou a perder um pênalti, seu terceiro seguido.
      Este foi o segundo tropeço em São Januário diante de um time pequeno. Assim como na partida contra o Libertad-PAR, no meio da semana, o primeiro tempo teve um Vasco pouco criativo, com o agravante de apresentar falhas na defesa. Na segunda etapa, o time pressionou o adversário, mas abusou de bolas levantadas na área: foram 32, praticamente uma a cada três minutos.
     Os vascaínos entraram em campo com nomes de personagens imortalizados por Chico no uniforme. Juninho, por exemplo, foi o Professor Raimundo. Antes de a bola rolar, o telão da Colina exibiu uma imagem do humorista, e os jogadores entraram com uma faixa com os dizeres "Obrigado por tudo, Chico. Um vascaíno para sempre". A torcida também fez sua parte ao gritar "Ah, é Chico Anysio".

    O Vasco teve a iniciativa do jogo desde o início, mas o Resende não se limitou a se defender e levou perigo quando puxou contra-ataques. Os donos da casa apostavam nas jogadas pelas laterais e, de cabeça, estiveram perto de abrir o placar por duas vezes. A primeira com Diego Souza após bela trama organizada por Allan e Fagner, e a segunda na cabeçada de Dedé após cobrança de escanteio.
     Com pouca inspiração e uma certa lentidão no ataque, o Vasco via o Resende explorar com perigo o espaço deixado pelo Vasco, aos 28 minutos, Marcelo Régis aproveitou um corredor à sua frente, sem Thiago Feltri, e avançou nas costas de Renato Silva. Deu o passe para Elias só empurrar para rede: 1 a 0.
     O Vasco teve que se lançar de vez ao ataque para tentar minimizar o prejuízo, mas tinha muita dificuldade para entrar na área do Resende.Na volta do vestiário, o técnico Cristóvão Borges fez duas modificações: Felipe e Éder Luis entraram nas vagas de Juninho e Fagner, poupados. Allan passou a atuar na lateral direita.  Se estava difícil para os atacantes, Dedé tentava dar sua contribuição também na frente. 
      A melhor oportunidade vascaína não demorou a acontecer. Aos dez minutos, Thiago Feltri foi desarmado e caiu na área, e o árbitro deu pênalti de Wellington. Alecsandro foi para a bola e parou na defesa de Mauro, aos 12 minutos. 
     A última tentativa de Cristóvão de mudar o panorama foi colocar Abelairas no lugar de Diego Souza, que teve uma atuação apagada e foi vaiado por parte da torcida ao ser substituído. O meia argentino deu um bom lançamento para Alecsandro, que desviou de cabeça e mandou para fora. Na segunda chance que teve, o centroavante não falhou. Recebeu bom cruzamento de Allan e empatou a partida, aos 35 minutos. Na comemoração, mostrou sua camisa com o nome do personagem Nazareno, de Chico Anysio.

     O Vasco fez uma grande pressão nos minutos restantes, quase sempre em jogadas aéreas, mas não teve sucesso. E assim encerrou-se o dia de homenagens a Chico, mas seu time deixou a desejar, mesmo assim Obrigado por tudo, Chico!

Maay Aveiro